Como muitos já sabem, eu estou indo para os Estados Unidos daqui a duas semanas para fazer um intercâmbio de trabalho por 3 meses. Mas antes de embarcar, é necessário, claro, ter o tão famoso visto americano. Para consegui-lo, você deve ir até São Paulo, pagar milhões de taxas, e o pior, sem ter a certeza de que vai conseguí-lo.Na semana passada, fui com um grupo de intercambistas até São Paulo, onde ocorreriam as entrevistas. Papéis e mais papéis, procedimentos, passaportes, comprovante de pagamento de taxas e dinheiro (para pagar mais taxas pouco depois, é claro), tudo em mãos revisados muitas vezes. Assim fomos no ônibus, empolgados e anciosos.
O Consulado Americano é um capítulo a parte. Como tudo que cerca os Estados Unidos, era cinematográfico. Um quarteirão inteiro, revestido com pedras, cheio de muros, cercas e grades, seguranças e câmeras para tudo quanto é lado, e em algumas paredes, o escudo americano. Os mais crédulos afirmavam com veemência que a água encanada que ia para consulado era refiltrada lá dentro. E quem duvida? Tudo isso apenas na parte de de fora. A parte de dentro era ainda mais surreal. Primeiro, entramos em uma sala com um detector de metal, um raio-x que inspecionava nossas pastas, e seguranças que não permitiam a entrada de câmeras, celulares nem nehum tipo de aparelho eletrônico.
Passada essa sala, finalmente estavamos no local onde se faziam as entrevistas. Pareciam aqueles gichês de cinema, sabe? Um do lado do outro, e passavamos de um para o outro entre o pagamento d euma taxa e outra. Primeiro a pré entrevista, deposi tira-se as impressões digitais e por último, a tão temida entrevista. Meu alívio foi ouvir "Seu visto foi concedido", com um sotaque um tanto estranho do atendente, com certeza um americano.
Terminado o processo, fomos para a última etapa: o pagamento de uma taxa. Sim, as taxas são uma constante quando se faz esse tipo de viagem. Mas cada centavo vale a pena, pode apostar.






